Estratégia de Belarus para Biodiversidade Está Alinhada às Grandes Metas Globais de Natureza - Mas Desafios Persistem. 06/02/2026
- Ana Cunha-Busch
- há 3 dias
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Estratégia de Belarus para Biodiversidade Está Alinhada às Grandes Metas Globais de Natureza — Mas Desafios Persistem
Belarus aprovou uma estratégia nacional de conservação da biodiversidade e um plano de ação para 2026–2030 com objetivos ambiciosos — como ampliar áreas naturais protegidas, restaurar ecossistemas degradados e reforçar a diversidade genética de espécies selvagens e domesticadas. A iniciativa foi formalizada por meio de uma resolução do Conselho de Ministros, assinada pelo primeiro-ministro Aleksandr Turchin, e entrará em vigor imediatamente, envolvendo múltiplos setores governamentais no país.
Essa estratégia marca um passo importante na política ambiental de Belarus e também se conecta diretamente a compromissos internacionais mais amplos para enfrentar a perda acelerada de biodiversidade no planeta.
Metas Internacionais de Biodiversidade até 2030
Em dezembro de 2022, quase todos os países do mundo adotaram o Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal (GBF, na sigla em inglês) durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) — frequentemente descrito como o “Acordo de Paris para a Natureza”.
As metas centrais desse acordo incluem, até 2030:
Conservar e gerir efetivamente pelo menos 30 % das áreas terrestres, marinhas, costeiras e de água interior do planeta, com especial atenção às zonas de importância biológica, mantendo representatividade ecológica e conexões entre biomas.
Restaurar pelo menos 30 % dos ecossistemas degradados em terra e no mar, como forma de recuperar funções e serviços ecossistêmicos essenciais.
Reduzir a perda de áreas de alta importância para a biodiversidade, protegendo ecossistemas de alta integridade.
Essas ambições globais refletem o entendimento — apoiado por cientistas ambientais — de que metas significativas de conservação e restauração são essenciais para evitar a sexta extinção em massa de espécies e para proteger os serviços da natureza de que a humanidade depende.
Como a Estratégia de Belarus se Conecta ao Quadro Global
Os principais objetivos do plano bielorrusso — como restaurar 30 % de ecossistemas degradados e elevar áreas sob proteção ambiental para acima de 9 % e 22 % do território sob diferentes categorias de proteção — seguem o espírito das metas internacionais, embora com níveis próprios definidos pelo governo local (menores que os 30 % globais para áreas protegidas) refletindo prioridades e capacidades nacionais.
A ênfase de Belarus em ampliar zonas especialmente protegidas, manter a integridade e a conectividade dos habitats naturais e preservar a diversidade genética entre plantas e animais também ecoa as diretivas internacionais de conservação de biodiversidade. Todos esses eixos estão alinhados aos resultados esperados do GBF e às ações concretas para reverter a perda de biodiversidade até 2030.
Os Desafios da Implementação Global
Embora o acordo internacional de 2022 tenha estabelecido metas ambiciosas, análises recentes apontam desafios significativos: mais da metade dos países ainda não apresentou planos completos que incluam alvos claros de proteção de 30 % de terras e águas até 2030, e outros definem metas menos rigorosas ou faltam em seus compromissos. Isso tem sido motivo de debate nas sessões sucessivas da CDB.
Esse cenário complexo ressalta que, apesar de Belarus e outras nações aprovarem políticas nacionais robustas, a efetiva implementação das ambições globais dependerá de recursos, governança, monitoramento e cooperação internacional contínua — especialmente em países com menor capacidade técnica ou financeira.
Por que Isso Importa para a Conservação Global
A conectividade entre compromissos nacionais e metas multilaterais é mais do que retórica diplomática: ela influencia diretamente a proteção de serviços ecossistêmicos essenciais como qualidade da água, polinização, controle de pragas e sequestro de carbono — elementos críticos para segurança alimentar, resiliência climática e bem-estar humano.
Ao contextualizar ações de países como Belarus no escopo mais amplo do GBF e dos objetivos globais de biodiversidade, fica claro que estratégias nacionais não existem isoladamente: elas são partes integrantes de um esforço coletivo para conter a perda de espécies e restaurar sistemas naturais em toda a Terra.
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