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Green Lexicon (Reportagem de Segunda-feira) | Greenwashing 05/01/2026

  • Foto do escritor: Ana Cunha-Busch
    Ana Cunha-Busch
  • 4 de jan.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 5 de jan.

Foto AI Gemini
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Green Lexicon (Reportagem de Segunda-feira) | Greenwashing-Resumo


Definição: Greenwashing refere-se à prática de apresentar uma empresa, produto ou política como ambientalmente responsável sem ações concretas que sustentem essas alegações. Frequentemente, baseia-se em linguagem vaga, uso seletivo de dados ou gestos simbólicos.


Por que importa?

O greenwashing corrói a confiança do público e atrasa soluções reais para a crise climática. Quando consumidores são enganados, iniciativas verdadeiramente sustentáveis perdem visibilidade e apoio.


Uso comum indevido

Termos como “eco-friendly” ou “carbono neutro” são frequentemente utilizados sem dados transparentes, verificação independente ou uma análise completa do ciclo de vida.


A Perspectiva do The Green Amazon.

Em um momento de urgência climática, a comunicação ambiental enganosa não é inofensiva. Ela desvia a atenção de mudanças sistêmicas e enfraquece a ação climática coletiva.



Vamos à Reportagem sobre o tema:


Quando Promessas Verdes Enganam: Entendendo o Greenwashing


Como alegações ambientais enganosas afetam consumidores, empresas e o meio ambiente


O greenwashing — ou ecobranqueamento — é uma prática cada vez mais comum no mercado global. Trata-se da estratégia em que empresas tentam passar a impressão de serem ambientalmente responsáveis sem adotar mudanças estruturais reais para reduzir seus impactos ambientais. Embora possa gerar ganhos de curto prazo em reputação e vendas, essa prática acarreta riscos econômicos, jurídicos e reputacionais significativos no longo prazo.


Segundo definições acadêmicas e de órgãos reguladores, o greenwashing ocorre quando empresas enganam consumidores sobre os atributos ambientais de produtos, serviços ou sobre o desempenho ambiental da organização como um todo — seja por omissão, exagero ou falta de evidência verificável.


Na União Europeia, um estudo da Comissão Europeia de 2020 analisou centenas de alegações ambientais em produtos e serviços e concluiu que mais da metade eram vagas, enganosas ou sem fundamento — e cerca de 40 % não tinham comprovação adequada.


A popularização do discurso ambiental criou um novo perfil de consumidor: mais atento, mais exigente e disposto a pagar mais por soluções sustentáveis. No entanto, muitas empresas têm investido mais em marketing verde do que em mudanças reais em seus processos produtivos, explorando essa demanda de forma oportunista.


Por que o greenwashing é um problema sério?


Mais do que uma questão ética, o greenwashing representa um risco financeiro e legal concreto. Empresas que fazem alegações ambientais enganosas podem enfrentar:


Multas regulatórias e sanções administrativas


Processos judiciais por práticas comerciais desleais


Perda de confiança de consumidores e investidores, especialmente aqueles que usam critérios ESG (ambientais, sociais e de governança) na tomada de decisão


Vulnerabilidade a legislações ambientais mais rigorosas


Casos como o desastre da plataforma Deepwater Horizon, da BP, em 2010, ilustram como a percepção de responsabilidade ambiental pode ser profundamente abalada por incidentes de grande impacto, com prejuízos bilionários e queda no valor de mercado que repercutem por anos. Ou mesmo a Volkswagen com o Dieselgate. O escândalo Dieselgate emergiu em setembro de 2015, quando a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) revelou que a VW usava um software para fraudar testes de emissão em carros a diesel, manipulando resultados de poluentes em até 40 vezes para burlar regulamentações, afetando cerca de 11 milhões de veículos globalmente e gerando multas bilionárias, recalls e mudança na liderança da empresa.


Além disso, práticas enganosas podem:


Comprometer a saúde de consumidores e trabalhadores


Destruir a reputação da marca


Afastar investidores atentos a critérios ESG


Expor empresas a litígios e restrições de mercado


Os sete principais erros do greenwashing corporativo:

Especialistas em susttentabilidade identificaram padrões recorrentes que ajudam a reconhecer o greenwashing:


Compensações ocultas

Soluções que reduzem um impacto aparente mas geram outro

negativo relevante sem transparência.


Falta de comprovação

Alegações ambientais sem dados verificáveis, certificações confiáveis ou auditorias independentes.


Linguagem vaga

Uso de termos como “verde”, “eco” ou “sustentável” sem critérios claros ou métricas mensuráveis.


Selos e certificações enganosas

Criação ou uso de rótulos que imitam certificações legítimas para confundir o consumidor.


Informações irrelevantes

Destacar características que já são padrão ou exigidas por lei.


O mal menor

Apresentar melhorias marginais em setores altamente poluentes como se fossem soluções significativas.


Mentiras explícitas

Declarações ambientais comprovadamente falsas.


Transparência como antídoto


A transparência é uma das ferramentas mais eficazes contra o greenwashing.

Empresas verdadeiramente comprometidas com a sustentabilidade investem em dados claros, relatórios públicos, auditorias independentes e comunicação honesta sobre seus desafios e limitações.


Combater o greenwashing não é apenas proteger o consumidor — é proteger o futuro econômico, ambiental e social das próprias empresas.


— The Green Amazon News


Texto elaborado a partir de dados públicos, comunicados científicos e informações de instituições públicas.


The Green Amazon News — All rights reserved.

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