Na Amazônia brasileira, a terapia com golfinhos ajuda pessoas com deficiência 26/02/2025
- Ana Cunha-Busch
- 25 de fev. de 2025
- 2 min de leitura

Por AFP - Agence France Presse
Na Amazônia brasileira, a terapia com golfinhos ajuda pessoas com deficiência
Flutuando no rio Negro, na Amazônia brasileira, Luiz Felipe, que tem síndrome de Down, sorri ao abraçar um boto cor-de-rosa durante uma sessão especial de terapia.
Luiz Felipe, 27 anos, é um dos vários pacientes com deficiência que viajaram da cidade vizinha de Manaus para participar das sessões de terapia alternativa, que já ajudaram cerca de 400 pessoas nas últimas duas décadas.
Entre os pacientes estão jovens autistas, pessoas com paralisia cerebral, síndrome de Down e outros que perderam membros.
O fisioterapeuta Igor Simões Andrade, 49 anos, diz que sua forma especial de terapia com animais é “a primeira do mundo” e não substitui os tratamentos convencionais.
Mas “traz alegria, felicidade, contato com a natureza e uma força que não se obtém em ambientes hospitalares”.
As sessões são gratuitas, com o apoio de patrocinadores.
Hannah Fernandes, neuropsicóloga que trabalha com crianças, disse que a terapia única também traz “benefícios sociais”, pois os deficientes entram em contato com pessoas e situações fora de seu cotidiano.
Antes de entrar na água, Luiz Felipe e as duas jovens que participam da sessão fazem exercícios de respiração e ioga para relaxar antes de entrar em contato com os golfinhos.
Fernandes disse que, na primeira vez em que Luis Felipe participou de uma das sessões, ele “não tinha coragem” de entrar na água. Hoje ele está cheio de autoconfiança.
Os botos cor-de-rosa - conhecidos como boto - se aproximam do grupo por curiosidade, nadando entre suas pernas e flutuando entre eles, ávidos pela atenção humana.
As sessões de “bototerapia” foram aprovadas pelo órgão regulador ambiental do Ibama.
Simões disse que a terapia ajuda seus pacientes com “equilíbrio, fortalecimento da coluna vertebral e habilidades psicomotoras”.
“Aqui não tratamos patologias, mas seres humanos”, disse.
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