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Brasil reconhece açaí como fruta nacional para combater a biopirataria e proteger a biodiversidade da Amazônia. 28/01/2026

  • Foto do escritor: Ana Cunha-Busch
    Ana Cunha-Busch
  • há 3 dias
  • 3 min de leitura
Foto Pexels por Saids
Foto Pexels por Saids

Brasil reconhece açaí como fruta nacional para combater a biopirataria e proteger a biodiversidade da Amazônia.


O Brasil reconheceu oficialmente o açaí (Euterpe oleracea) como fruta nacional no início de janeiro de 2026, em uma iniciativa que visa reafirmar a soberania do país sobre um dos produtos mais emblemáticos da biodiversidade amazônica e chamar a atenção para o crescente problema da biopirataria — o uso de recursos genéticos sem autorização ou justa repartição de benefícios.


Nativo das várzeas amazônicas, o açaí é consumido há séculos por comunidades indígenas e ribeirinhas, tradicionalmente como uma pasta saborosa acompanhada de peixe e farinha de mandioca. Nas últimas duas décadas, no entanto, a fruta ganhou popularidade global após ser repaginada internacionalmente como um “superalimento”, amplamente comercializada em smoothies, bowls e suplementos nutricionais por suas propriedades antioxidantes.


O boom global no consumo de açaí também atraiu o interesse de empresas multinacionais dos setores alimentício, farmacêutico e de cosméticos. Parlamentares brasileiros citaram tentativas anteriores de empresas estrangeiras de registrar a marca “açaí” no exterior, incluindo um caso em que uma empresa japonesa registrou o termo em 2003. O Brasil conseguiu anular o registro apenas quatro anos depois.


Segundo o Ministério da Agricultura do Brasil, a nova lei ajuda a reforçar a identidade do açaí como um produto genuinamente brasileiro e destaca sua importância como fonte de renda para milhares de famílias amazônicas. Especialistas, no entanto, ressaltam que a medida é em grande parte simbólica, servindo principalmente para elevar a questão da proteção de recursos genéticos à agenda pública.


O Brasil está entre os países com maior biodiversidade do mundo, e especialistas alertam que muitas frutas nativas com propriedades bioquímicas únicas correm o risco significativo de serem incorporadas a produtos de alto valor agregado desenvolvidos e patenteados no exterior. Sheila de Souza Correa de Melo, analista de propriedade intelectual da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), descreveu esse risco como “enorme”, particularmente na ausência de uma capacidade nacional mais robusta de pesquisa e inovação.


O caso frequentemente citado do cupuaçu, fruta parente do cacau, ilustra essas preocupações. No final da década de 1990, uma empresa estrangeira registrou o nome como marca comercial no exterior e exigiu o pagamento de royalties pelo seu uso comercial. A marca só foi revogada após quase duas décadas de disputas judiciais.


Empresas brasileiras que dependem de ingredientes da Amazônia também manifestaram apoio a marcos regulatórios mais claros. Representantes da empresa de cosméticos Natura enfatizaram a necessidade de regras claras que garantam a repartição justa e equitativa dos benefícios derivados dos recursos genéticos.


O Brasil é signatário do Protocolo de Nagoya, um acordo internacional adotado em 2014 para regular o acesso a recursos genéticos e a repartição dos benefícios decorrentes de sua utilização. No entanto, o protocolo enfrenta desafios à medida que as informações genéticas se tornam cada vez mais digitais, permitindo que pesquisadores acessem sequências de DNA sem a necessidade de coleta física de material biológico.


Pesquisadores argumentam que um dos principais desafios do Brasil é que matérias-primas como a polpa de açaí são frequentemente exportadas para processamento e pesquisa no exterior, onde são desenvolvidos produtos de maior valor agregado. Eles afirmam que o fortalecimento da pesquisa científica e do desenvolvimento tecnológico na Amazônia é essencial para garantir que mais valor econômico permaneça na região.


Notícias da Amazônia Verde – Internacional


Este texto foi compilado utilizando dados públicos, relatórios científicos e informações de instituições meteorológicas.


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Equipe Editorial das Notícias da Amazônia Verde

 
 
 

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