Custos Sociais e Ambientais dos “Químicos Eternos”: Estudo da UE alerta para impacto de poluentes persistentes. 29/01/2026
- Ana Cunha-Busch
- há 1 dia
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Custos Sociais e Ambientais dos “Químicos Eternos”: Estudo da UE alerta para impacto de poluentes persistentes
Um novo relatório encomendado pela União Europeia alerta que a contínua presença e uso de substâncias químicas per- e polifluoroalquiladas (PFAS), conhecidas como “químicos eternos”, podem gerar um impacto econômico e ambiental de até 1,7 trilhão de euros até 2050, caso a poluição por esses compostos persistentemente tóxicos não seja combatida pela legislação e medidas de prevenção.
Esses compostos sintéticos — usados em centenas de produtos, de embalagens de alimentos a tecidos impermeáveis — não se degradam na natureza e se acumulam em solos, água, fauna e também nos corpos humanos, onde estão associados a problemas de saúde graves, como disfunções imunológicas, danos hepáticos, colesterol elevado e diversos tipos de câncer.
Segundo o estudo, se a Europa mantiver o cenário atual de uso e exposição sem uma ação robusta, os custos sociais ligados à poluição por PFAS, especialmente em saúde pública e impacto ambiental, podem chegar a aproximadamente 440 bilhões de euros até 2050 — antes mesmo de incluir custos mais amplos relativos à limpeza de áreas contaminadas e restauração ecológica.
O relatório indica que uma interrupção total da produção e uso dessas substâncias poderia reduzir esses custos para cerca de 330 bilhões de euros, destacando que agir na origem da poluição é não apenas uma medida de proteção ambiental e de saúde pública, mas também vantajosa do ponto de vista econômico.
Por outro lado, cenários que priorizam apenas a remediação de solos e águas já poluídos, sem proibir o uso desses compostos, poderiam elevar os custos para mais de 1 trilhão de euros até a metade do século, sobretudo devido à complexidade e ao custo das tecnologias de descontaminação.
O relatório reforça que a UE está considerando proibições mais amplas aos PFAS — um grupo com milhares de compostos — mas que a apresentação formal de regras completas pode atrasar-se até o final de 2026 enquanto avaliações adicionais são concluídas.
Organizações ambientais, pesquisadores e entidades de saúde alertam que a urgência da questão não é apenas financeira, mas ecológica: os PFAS contaminam ecossistemas inteiros e podem afetar serviços essenciais da natureza, como a qualidade da água potável e a saúde dos solos agrícolas, exigindo respostas mais ambiciosas de legislação e fiscalização.
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