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Chuvas extremas forçam evacuações em massa em Marrocos e destacam a crise climática global 09/02/2026

  • Foto do escritor: Ana Cunha-Busch
    Ana Cunha-Busch
  • há 23 horas
  • 4 min de leitura
Imagem de uso livre  Goulmima, Drâa-Tafilalet, Marrocos  Paisagem inundada em Marrocos após fortes chuvas  Por Mohamed Khettouch no Pexels
Imagem de uso livre.Goulmima, Drâa-Tafilalet, Marrocos.Paisagem inundada em Marrocos após fortes chuvas.Por Mohamed Khettouch no Pexels

Chuvas extremas forçam evacuações em massa em Marrocos e destacam a crise climática global


Mais de 140.000 pessoas foram forçadas a deixar suas casas no noroeste de Marrocos após dias de chuvas intensas combinadas com a liberação de água de barragens transbordadas. As inundações afetaram cidades inteiras, interromperam serviços públicos, causaram deslizamentos de terra e deixaram comunidades isoladas, de acordo com autoridades e relatos locais.


O Ministério do Interior marroquino afirmou que 143.164 pessoas foram evacuadas com urgência. Em algumas áreas, como Ksar El Kebir, até 85% da população deixou a cidade, deixando-a quase deserta. Escolas e universidades foram fechadas e o exército foi mobilizado para evacuar moradores das áreas mais atingidas e montar abrigos temporários.


A subida do nível da água em rios como o Loukkous e o Sebou inundou bairros, forçou o fechamento de estradas e interrompeu os serviços ferroviários. Imagens feitas no local mostraram casas danificadas e deslizamentos de terra em cidades rurais como Bni Zid, enquanto tratores trabalhavam para remover os destroços e restabelecer o acesso.


Embora as fortes chuvas tenham encerrado uma seca de sete anos, fornecendo água tão necessária para o país, elas também causaram transbordamento de barragens, danos às plantações (incluindo abacates, batatas e azeitonas), interromperam as operações portuárias e atrasaram as remessas.


O Ministério da Água do Marrocos informou que liberações controladas de água das barragens foram necessárias, incluindo a descarga de mais de 372 milhões de metros cúbicos de água da barragem de Oued Al Makhazine, perto de Ksar El Kebir.


Nos últimos seis meses, o Marrocos registrou 150 milímetros de chuva, superando a média anual em 32,5%. A diretoria de meteorologia do país descreveu as condições como “excepcionais” e emitiu um alerta vermelho para fortes chuvas previstas.


“Quase todos foram embora”, disse um morador que buscou refúgio junto a parentes. Ele observou que aqueles sem família em outras cidades encontraram abrigo em instalações montadas pelas autoridades.

“O medo agora é da barragem, que ultrapassou sua capacidade máxima… e a chuva continua caindo forte”, acrescentou.


Autoridades relataram que a barragem de Oued Al Makhazine, com capacidade de mais de 672,8 milhões de metros cúbicos, ultrapassou esse limite em cerca de 46%.


A elevação do nível da água no rio Sebou também levou ao fechamento parcial de estradas, alagamentos em bairros e interrupção dos serviços ferroviários, informou a mídia local.


A Europa também enfrenta condições climáticas extremas

Enquanto o Norte da África enfrentava enchentes históricas, a Península Ibérica foi atingida por outro tipo de desastre. A tempestade Leonardo atingiu Portugal e Espanha com chuvas persistentes e ventos fortes, causando transbordamentos de rios, deslizamentos de terra e mortes.


Em Portugal, o rio Douro transbordou em áreas urbanas, afetando a região metropolitana do Porto. Na região sul do país, cidades ribeirinhas como Alcácer do Sal sofreram inundações de até dois metros de altura, deixando áreas submersas por dias. Pelo menos uma morte foi confirmada e milhares de pessoas foram desalojadas.


Na Espanha, particularmente na Andaluzia, os níveis de precipitação atingiram em poucos dias o que normalmente se acumularia ao longo de meses ou até mesmo um ano. Mais de 11.000 pessoas foram evacuadas e os municípios declararam estado de emergência. Especialistas atribuem a tempestade à presença de um rio atmosférico, um corredor de umidade que transporta grandes quantidades de vapor de água dos trópicos para latitudes mais altas — um fenômeno que está se tornando mais frequente em um mundo em aquecimento.


Calor e incêndios no hemisfério sul

No hemisfério sul, o problema assumiu outra forma. Na Austrália, uma combinação de calor extremo, ventos fortes e vegetação seca elevou o risco de incêndios florestais a níveis críticos. Em algumas regiões, as temperaturas se aproximaram de 50°C, levando as autoridades a emitir alertas de perigo máximo de incêndio.


Estados como a Austrália do Sul, Victoria e Tasmânia declararam medidas de emergência preventivas, cancelando eventos ao ar livre e reforçando as equipes de combate a incêndios. Especialistas alertam que essas condições — ondas de calor prolongadas seguidas de ventos fortes — estão se tornando mais comuns, estendendo a temporada de incêndios e amplificando os impactos sobre as comunidades, a biodiversidade e a qualidade do ar.


Um padrão recorrente

Das inundações no Norte da África às tempestades na Europa e aos incêndios florestais na Oceania, os eventos desta semana ressaltam um padrão bem conhecido: a intensificação, a frequência e a simultaneidade de eventos climáticos extremos.


Embora nenhum incidente isolado possa ser atribuído exclusivamente às mudanças climáticas, estudos indicam que o aquecimento global aumenta a capacidade da atmosfera de reter umidade, intensifica as chuvas torrenciais, prolonga as ondas de calor e cria condições mais propícias a incêndios florestais de grande escala.


Para os especialistas, os eventos recentes são um sinal claro de que a crise climática não é mais uma projeção distante, mas uma realidade presente, que desafia os sistemas de gestão de água, a infraestrutura urbana, a produção de alimentos e as políticas de adaptação em todo o mundo.


The Green Amazon News – International


This text was compiled using public data, scientific reports, and information from meteorological institutions.


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