EUA Retrocedem em Políticas Climáticas Centrais e Desmantelam Fundamento Legal Contra Emissões. 13/02/2026
- Ana Cunha-Busch
- há 23 horas
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EUA Retrocedem em Políticas Climáticas Centrais e Desmantelam Fundamento Legal Contra Emissões.
Em uma das ações mais sérias até hoje no cenário regulador ambiental dos Estados Unidos, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) revogou uma determinação científica que vinha sustentando políticas climáticas federais há quase duas décadas. A decisão pode ter impactos ambientais e climáticos profundos globalmente, gerando ocorrências acaloradas de cientistas, governos estaduais e movimentos ambientais.
O que foi revogado é conhecido como uma “descoberta de perigo” — uma avaliação iniciada em 2009 que estabeleceu que gases de efeito estufa como o dióxido de carbono e o metano representam uma ameaça à saúde pública e ao bem-estar, e que serviço de base para regulamentações federais sobre emissões de veículos, usinas e outros setores industriais sob a Lei do Ar Limpo (Lei do Ar Limpo).
Na prática, sem esse fundamento legal, a EPA perde a base jurídica para limitar emissões de gases de efeito estufa em escala federal, deixando uma regulamentação do clima em um terreno incerto nos EUA — abrindo precedentes para que estados e regiões estabeleçam seus próprios padrões ou discutam as normas em.
Argumentos e Contexto Oficial
Administradores da EPA e representantes da Casa Branca caracterizaram a revogação como a maior ação de desregulamentação da história americana, com o objetivo de reduzir custos para consumidores e indústrias, particularmente no setor automotivo. Segundo estimativas oficiais, a eliminação de normas de emissão pode resultar em uma redução média de cerca de US$ 2.400 no custo de cada veículo novo, entre outros benefícios econômicos alegados.
A administração Trump também argumentou que muitas das normas guiadas pela antiga determinação eram onerosas e prejudicavam a competitividade da economia norte-americana, especialmente setores tradicionais como petróleo, gás e combustíveis fósseis.
Críticas Científicas e Alarmes Globais
Especialistas e organizações científicas rejeitaram os argumentos oficiais. Painéis de pesquisa renomados, como a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, reafirmam que o conhecimento científico sobre os efeitos dos gases de efeito estufa no aquecimento global é robusto e consolidado, validando uma base original da descoberta de perigo.
Líderes e governadores de estados como a Califórnia foram categóricos em criticar a medida, classificando-a como um ataque direto à saúde pública e à capacidade de enfrentar a crise climática. Estes líderes também prometeram batalhas jurídicas para contestar a revogação em cortes federais.
Impactos Potenciais para o Clima e a Biodiversidade
A revogação pode enfraquecer as bases legais que permitiriam aos Estados Unidos implementar reduções de emissões alinhadas às metas climáticas internacionais. Isso ocorre em um momento em que eventos climáticos extremos — de ondas de calor a tempestades intensificadas — resultam em impactos devastadores ao redor do mundo, evidenciando a urgência de políticas climáticas robustas.
Para comunidades vulneráveis, especialistas em saúde pública alertam que a flexibilização de limites para poluentes e gases de efeito estufa pode intensificar doenças respiratórias, agravar condições crônicas e aumentar a mortalidade associada a efeitos climáticos adversos.
Repercussões Internacionais
O retrocesso americano também chega em um momento em que vários países europeus, asiáticos e americanos-latinos reforçam seus compromissos com metas climáticas ambiciosas, como a neutralidade de carbono. A decisão da EPA pode complicar negociações multilaterais e enfraquecer a influência dos EUA em pactos climáticos internacionais como a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e o Acordo de Paris.
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