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Guerras tarifárias prejudicarão esforços climáticos: CEO da COP30 23/05/2025

  • Foto do escritor: Ana Cunha-Busch
    Ana Cunha-Busch
  • 22 de mai.
  • 3 min de leitura

Ana Toni, CEO da conferência climática COP30 da ONU.
Ana Toni, CEO da conferência climática COP30 da ONU.

Por AFP - Agência France Presse


Guerras tarifárias prejudicarão esforços climáticos: CEO da COP30

Por Juan José Rodríguez


As guerras tarifárias prejudicarão o comércio de tecnologias verdes, como painéis solares e veículos elétricos, e dificultarão a luta contra as mudanças climáticas, afirma Ana Toni, CEO da conferência climática COP30 da ONU.


A COP30 será realizada em novembro na cidade amazônica de Belém, no Brasil, onde Toni atua como secretária nacional para as mudanças climáticas.


Ela falou à AFP em uma reunião pré-COP dos países latino-americanos na Cidade do Panamá. Aqui estão trechos de sua entrevista, editados para maior clareza e concisão:


P: O impasse tarifário desencadeado pela imposição de tarifas mais altas sobre as importações pelo presidente dos EUA, Donald Trump, prejudicará a luta contra as mudanças climáticas?

R: O comércio é um instrumento econômico vital, e precisamos usá-lo para ajudar os países a mitigar ou se adaptar o mais rápido possível aos efeitos das mudanças climáticas.

Muitos dos nossos ônibus elétricos (na América Latina) vêm da China ou de outros continentes, então essa é uma tecnologia boa e de baixo carbono. Precisamos fomentar e apoiar isso.


P: O que significa para o mundo que Trump planeja retirar os Estados Unidos do acordo climático de Paris de 2015?

R: O povo americano não está mais seguro porque seu presidente decidiu deixar o acordo de Paris. Os latino-americanos não estão mais seguros porque o presidente Trump fez o que fez. Vimos o que aconteceu em Los Angeles — aquele incêndio que destruiu tantas casas, podemos ver agora o que eles estão passando.

Acho que eles (o governo dos EUA) vão se arrepender, mas vamos trabalhar com as instituições americanas e com o povo dos EUA que quer continuar a ação contra as mudanças climáticas.

As mudanças climáticas são uma guerra... todos os dias, pessoas morrem devido ao superaquecimento, à seca, às enchentes.

As moléculas de carbono não têm passaporte. Elas não compreendem nossas diferenças geopolíticas. Não podemos dizer que esse carbono veio do Panamá, do Brasil ou da China.

Se não fizermos isso juntos, em um ambiente multilateral... não seremos capazes de combater as mudanças climáticas.


P: Como a região pode se adaptar melhor às consequências do aquecimento global?

R: A América Latina não está esperando que os países ocidentais ou desenvolvidos venham nos ajudar. Nossos líderes sabem que somos uma região muito vulnerável.

Portanto, temos que fazer algo — tanto contribuindo para a mitigação (reduzindo as emissões que aquecem o planeta) quanto trabalhando na adaptação (aos efeitos que não podem mais ser evitados), porque muitos países já estão sofrendo.

Todos os países da América Latina reconhecem e sabem que somente com uma abordagem multilateral seremos capazes de combater as mudanças climáticas.


P: O que os países latino-americanos estão fazendo para reduzir as emissões de carbono?

R: Apenas cinco países da América Latina comunicaram suas novas metas para 2035 — as famosas NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas ou planos de ação climática sob o Acordo de Paris).

Portanto, esperamos que todos os países latino-americanos venham à COP30 com suas contribuições nacionais, para dizer que: “A América Latina está consciente de seus problemas, mas também faz parte da solução”.

É nesta região que temos uma abundância de recursos naturais, florestas e energia renovável, por isso fazemos parte da solução, mas precisamos de pôr em marcha essa nova economia para beneficiar as pessoas e beneficiar o planeta.


P: O que precisa a América Latina para que isso aconteça?

R: A América Latina já é líder em muitas áreas. Por exemplo, no Brasil, estamos combatendo o desmatamento (da Amazônia) junto com outros países.

Mas precisamos de apoio, especialmente financeiro, para ver se podemos avançar mais rapidamente em termos de transição energética. A questão do financiamento será um tema muito importante para nós na COP30.


jjr/fj/mlr/bfm


 
 
 

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