Irã acelera transição solar e evita mais de 1 milhão de toneladas de CO₂ por ano 18/02/2026
- Ana Cunha-Busch
- há 22 horas
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Irã acelera transição solar e evita mais de 1 milhão de toneladas de CO₂ por ano
O Irã está ampliando de forma consistente sua capacidade de geração solar, evitando a emissão de mais de 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono por ano e reduzindo a pressão sobre combustíveis fósseis e recursos hídricos.
Dados divulgados pela imprensa iraniana indicam que a capacidade instalada de energia solar já alcança cerca de 4,2 gigawatts, representando pouco mais de 4% da matriz elétrica nacional. A expectativa é que esse número chegue a 5 gigawatts até o fim do ano, consolidando um crescimento expressivo no setor — apenas nos últimos 18 meses, a geração solar teria triplicado.
Transição energética em um país dependente de fósseis
Historicamente, a eletricidade iraniana é gerada majoritariamente por usinas térmicas movidas a gás natural, diesel e óleo combustível. Embora esses recursos tenham sustentado o desenvolvimento energético do país, eles estão associados a emissões elevadas de gases de efeito estufa e a um consumo significativo de água para resfriamento.
A expansão da energia solar surge como alternativa estratégica. Além de não emitir CO₂ durante a geração, os novos projetos reduzem drasticamente o uso de água — fator cada vez mais crítico em regiões que enfrentam escassez hídrica e eventos climáticos extremos.
Estimativas oficiais apontam que a ampliação do parque solar poderá reduzir o consumo anual de gás natural em centenas de milhões de metros cúbicos, ao mesmo tempo em que diminui a demanda hídrica no setor elétrico.
Impacto econômico e estabilidade da rede
A transição também tem dimensão socioeconômica. Cada megawatt instalado na cadeia solar gera empregos diretos e impulsiona setores associados, como fabricação de equipamentos, engenharia e manutenção.
Outro ponto estratégico é a estabilidade da rede elétrica. A diversificação da matriz energética tende a reduzir vulnerabilidades associadas a picos de demanda e oscilações no fornecimento de combustíveis fósseis.
Um movimento observado globalmente
A expansão solar do Irã reflete uma tendência mundial de aceleração das energias renováveis, especialmente em países que tradicionalmente dependem de combustíveis fósseis. Em um cenário de pressões climáticas crescentes e metas ligadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a diversificação energética deixa de ser apenas uma pauta ambiental e passa a ser uma estratégia de segurança econômica e climática.
Para o debate global sobre descarbonização, a experiência iraniana reforça um ponto central: mesmo economias ancoradas em hidrocarbonetos estão investindo em alternativas renováveis — não apenas por compromissos climáticos, mas por eficiência, resiliência e soberania energética.
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