A ONU homenageia jovens ativistas que usam a tecnologia para o bem. 21/11/2025
- Ana Cunha-Busch
- 20 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

Por AFP - Agence France Presse
A ONU homenageia jovens ativistas que usam a tecnologia para o bem.
Cinco jovens ativistas de todo o mundo receberam um prêmio apoiado pela ONU nesta quinta-feira, em reconhecimento ao uso da tecnologia para impulsionar mudanças globais positivas.
Um adolescente indiano que usa ferramentas móveis para monitorar a qualidade da água e um jovem advogado que usa a tecnologia para fornecer tratamento médico gratuito em todo o Líbano estavam entre os laureados homenageados na Cúpula Anual de Jovens Ativistas (YAS).
"Estamos celebrando hoje algumas das pessoas mais extraordinárias do nosso planeta", disse Melisaa Fleming, Subsecretária-Geral das Nações Unidas para Comunicações Globais, na cerimônia em Genebra.
"Quando se deparam com problemas, não se entregam ao desespero. Em vez disso, levantam-se. Criam soluções e inspiram outros a agir", disse ela, referindo-se aos laureados como "os agentes de mudança de que o nosso mundo conturbado tanto precisa".
O mais jovem no palco foi Dev Karan, um indiano de 17 anos que ajuda a restaurar os tradicionais lagos da Índia, responsáveis pela prevenção de inundações e erosão do solo através do armazenamento de água.
Karan é cofundador da Pondora, uma organização que capacita estudantes como "Embaixadores dos Lagos" para ajudar as comunidades locais a monitorar a qualidade da água utilizando sensores tecnológicos e ferramentas móveis.
Outros vencedores incluem Rena Kawasaki, de 20 anos, do Japão, que aos 14 anos cofundou um grupo que conecta estudantes e políticos através de sessões no Zoom para impulsionar a participação dos jovens na política.
Aminata Savane, de 25 anos, da Costa do Marfim, também recebeu o prêmio por seus esforços para tornar o mundo digital mais inclusivo e seguro em comunidades carentes.
— 'Precisava fazer alguma coisa' —
Enquanto isso, Marina El Khawand, de 24 anos, do Líbano, fundou sua organização Medonations após a devastadora explosão no porto de Beirute em 2020, que matou mais de 220 pessoas.
"Eu precisava fazer alguma coisa", disse ela à AFP, descrevendo como um esforço inicial para obter medicamentos vitais para uma mulher se transformou em uma organização que oferece tratamento médico gratuito a dezenas de milhares de pessoas no Líbano.
O ativista brasileiro Salvino Oliveira, de 27 anos, também foi reconhecido por sua organização PerifaConnection, que amplifica as vozes dos jovens das favelas e ajuda estudantes de primeira geração a ingressarem na universidade.
Ele próprio cresceu na pobreza na favela Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, e teve que começar a trabalhar aos 13 anos, vendendo garrafas de água e doces na rua para ajudar a sustentar sua família.
Ele disse à AFP que sua própria vida foi "transformada pela educação" quando ganhou uma bolsa de estudos para frequentar uma das melhores escolas públicas do Rio.
"Mudou a minha vida", disse ele, acrescentando que "queria retribuir".
"Quantos Mozarts ou Beethovens existem nas favelas do Rio, apenas esperando uma chance de se desenvolver, esperando a oportunidade de perseguir seus sonhos?", perguntou aos presentes.
nl/ag/cc





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