Incêndios florestais se espalham pela Patagônia e levam Argentina a decretar emergência. 30/01/2026
- Ana Cunha-Busch
- há 18 horas
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Atualizado: há 2 horas

Incêndios florestais se espalham pela Patagônia e levam Argentina a decretar emergência
O governo argentino decretou oficialmente estado de emergência ígnea em várias províncias da Patagônia após semanas de incêndios florestais intensos que têm devastado grandes áreas de vegetação nativa e ameaçado comunidades no sul do país.
Nesta quinta-feira, o presidente Javier Milei assinou um decreto que coloca sob emergência os territórios das províncias de Chubut, Río Negro, Neuquén e La Pampa, regiões onde o fogo se espalha desde o início do verão no hemisfério sul. A medida tem como objetivo facilitar a coordenação entre equipes nacionais e provinciais de combate ao fogo e permitir a transferência de recursos e equipamentos para as brigadas que atuam no terreno.
Alcance e impacto dos incêndios
Autoridades e organizações de imprensa estimam que, apenas na província de Chubut, mais de 45.000 hectares de floresta foram queimados — uma área comparável à extensão urbana de São Francisco, nos Estados Unidos.
Os incêndios já atingiram áreas sensíveis como o Parque Nacional Los Alerces, reserva conhecida por seus ecossistemas de florestas temperadas e lagos glaciares, e seguem próximos a centros habitados, o que obriga centenas de brigadistas e bombeiros voluntários a redobrarem esforços para proteger cidades e vilarejos.
Condições climáticas adversas — como temperaturas elevadas, ventos fortes e prolongada seca — têm alimentado o avanço das chamas desde meados de janeiro, dificultando a contenção e aumentando o risco de novos focos.
Resposta oficial e críticas
O decreto de emergência prevê o repasse de fundos do governo federal para entidades de combate ao fogo, incluindo compras de equipamentos, materiais de proteção e apoio logístico às associações de bombeiros voluntários que atuam na região.
Apesar dessas medidas, críticas emergem de governadores regionais e especialistas que apontam para a necessidade de respostas mais amplas e estruturais ao problema. Eles destacam que o fenômeno dos incêndios reflete tanto riscos naturais ampliados pelas mudanças climáticas quanto insuficiências de prevenção e gestão de crises ambientais.
Contexto ambiental mais amplo
Incêndios na Patagônia não são incomuns durante os meses mais quentes, mas especialistas alertam que episódios recentes têm sido mais intensos e frequentes, em parte devido à combinação de secas prolongadas, ondas de calor e ventos. A região abriga florestas ancestrais e uma biodiversidade frágil, tornando os impactos ecológicos preocupantes para o longo prazo.
Embora os focos mais ativos estejam agora parcialmente sob controle em algumas áreas, o risco de reativação persiste com as condições meteorológicas ainda desfavoráveis, mantendo equipes de combate ao fogo em alerta máximo.
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