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Aliança Eólica do Mar do Norte sinaliza o esforço da Europa pela soberania energética. 26/01/2026

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    Ana Cunha-Busch
  • há 6 dias
  • 3 min de leitura
Foto Unsplash por Nicolas Doherty
Foto Unsplash por Nicolas Doherty

Aliança Eólica do Mar do Norte sinaliza o esforço da Europa pela soberania energética


Hamburgo, 26 de janeiro de 2026


Países europeus banhados pelo Mar do Norte deram um passo decisivo para remodelar o futuro energético do continente, revelando um plano em larga escala para expandir a energia eólica offshore como pilar da resiliência econômica e da independência estratégica.


Reunidos na cidade portuária alemã de Hamburgo, líderes e ministros de energia de diversas nações do norte da Europa concordaram em acelerar significativamente a implantação de infraestrutura eólica offshore, com a ambição de transformar o Mar do Norte em um centro de geração de energia limpa. A iniciativa reflete o esforço mais amplo da Europa para reduzir a dependência de fornecedores externos de energia em meio à crescente incerteza geopolítica.


No cerne do acordo está o compromisso de desenvolver conjuntamente até 100 gigawatts de capacidade eólica offshore adicional nas próximas décadas. Uma vez concluída, essa expansão poderá fornecer eletricidade para dezenas de milhões de residências e fortalecer as redes de energia transfronteiriças em toda a região. Os países participantes incluem Alemanha, Dinamarca, Bélgica, França, Reino Unido e Noruega, com o apoio da Comissão Europeia.


O chanceler alemão Friedrich Merz, anfitrião da cúpula, enfatizou que a cooperação é essencial para desbloquear todo o potencial do Mar do Norte. Embora o ambiente marítimo apresente desafios técnicos, ele observou que infraestrutura compartilhada, planejamento coordenado e redes interconectadas podem fornecer energia a preços acessíveis, estimular o crescimento industrial e apoiar os objetivos climáticos de longo prazo da Europa.


O acordo também tem uma clara dimensão política. Autoridades europeias enquadraram a expansão da energia eólica como uma resposta às vulnerabilidades do passado, expostas pela guerra na Ucrânia e pelas perturbações nos mercados globais de energia. Reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados — particularmente o gás — é agora visto não apenas como uma prioridade climática, mas também como uma questão de segurança nacional e regional.


A Dinamarca e a Alemanha confirmaram o progresso na Ilha de Energia de Bornholm, um projeto emblemático concebido para conectar parques eólicos offshore diretamente a vários países, integrando ainda mais os sistemas de energia europeus. Espera-se que o conceito sirva de modelo para futuros projetos multinacionais de energia.


Além da produção de energia, a cúpula abordou preocupações sobre a proteção de infraestruturas offshore críticas. Incidentes recentes envolvendo cabos submarinos e atividades de vigilância aumentaram a conscientização sobre a necessidade de maior segurança marítima e cooperação mais estreita em matéria de inteligência.


As conversas também ocorreram em um contexto de renovadas tensões estratégicas no Ártico e no Atlântico Norte, incluindo debates sobre a Groenlândia e a relação da Europa com os Estados Unidos. Os líderes europeus enfatizaram que, embora a cooperação com os aliados continue sendo vital, o continente deve evitar substituir uma dependência por outra.


A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, destacou que o caminho a seguir para a Europa depende de maior autossuficiência — não apenas em energia, mas em setores econômicos-chave. "Independência e competitividade andam de mãos dadas", afirmou, apontando para as energias renováveis como base para ambas.


Analistas consideram a cúpula de Hamburgo um ponto de virada na estratégia europeia para energia eólica offshore, sinalizando uma mudança de projetos nacionais para um sistema regional coordenado. Se totalmente implementado, o plano poderá redefinir o papel do Mar do Norte — de uma zona tradicional de navegação e combustíveis fósseis para uma das fontes de energia limpa mais importantes do mundo.


Este texto foi compilado utilizando dados públicos, relatórios científicos e informações de instituições meteorológicas.


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Equipe Editorial do The Green Amazon News

 
 
 

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