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Antártica em aquecimento força pinguins a antecipar reprodução. 20/01/2026

  • Foto do escritor: Ana Cunha-Busch
    Ana Cunha-Busch
  • 19 de jan.
  • 2 min de leitura
Foto no Unsplash por Cornelius Ventures
Foto no Unsplash por Cornelius Ventures

Antártica em aquecimento força pinguins a antecipar reprodução


Mudança no calendário reprodutivo é a mais rápida já registrada entre aves e revela impactos diretos da crise climática no continente gelado.


O rápido aquecimento da Antártica está alterando profundamente o comportamento dos pinguins, que passaram a iniciar a reprodução cada vez mais cedo. Um estudo internacional recente aponta que a antecipação do período reprodutivo ocorre em ritmo recorde e está diretamente associada ao aumento das temperaturas e à redução do gelo marinho na região.


A pesquisa acompanhou, ao longo de dez anos, colônias de pinguins Gentoo, Adélia e Chinstrap em diferentes áreas da Antártica. Utilizando dezenas de câmeras automáticas instaladas nos locais de nidificação, os cientistas observaram mudanças expressivas no momento em que as aves começam a se reproduzir.


Os pinguins Gentoo apresentaram a maior alteração: em média, passaram a se reproduzir 13 dias antes em comparação ao início da década analisada, chegando a uma antecipação de até 24 dias em algumas colônias. Segundo os pesquisadores, trata-se da mudança mais rápida já registrada no período reprodutivo de qualquer ave — e possivelmente de qualquer vertebrado.


As espécies Adélia e Chinstrap também mostraram avanço significativo, com cerca de dez dias de antecipação. Tradicionalmente, essas três espécies tinham ciclos reprodutivos escalonados, o que reduzia a competição por alimento e por áreas livres de neve para a construção de ninhos. Com a mudança generalizada, esse equilíbrio ecológico começa a se romper.


A diminuição do gelo marinho tem ampliado o acesso às áreas de alimentação e facilitado a ocupação de locais de nidificação durante mais tempo ao longo do ano. Esse novo cenário favorece especialmente os pinguins Gentoo, que são mais flexíveis e melhor adaptados a condições climáticas mais amenas.


Já os pinguins Adélia e Chinstrap, altamente dependentes do krill — pequenos crustáceos sensíveis à perda de gelo — e de condições específicas de temperatura, vêm registrando declínio populacional. Em algumas regiões, pesquisadores já identificaram pinguins Gentoo ocupando ninhos antes utilizados pelas outras espécies.


A Antártica é atualmente uma das regiões que mais aquecem no planeta. Dados recentes do monitor climático europeu Copernicus indicam que as temperaturas médias anuais no continente atingiram recordes no último ano. Embora a relação entre aquecimento e mudança de comportamento esteja clara, os mecanismos biológicos exatos ainda estão sendo estudados.


Os cientistas agora investigam se a antecipação da reprodução resulta em sucesso na criação dos filhotes. Caso as taxas de sobrevivência se mantenham elevadas, isso pode indicar uma adaptação positiva. Caso contrário, pode revelar mais um limite imposto pela velocidade das mudanças climáticas.


Considerados verdadeiros indicadores do impacto ambiental global, os pinguins funcionam como um alerta antecipado sobre o que pode ocorrer com outras espécies. As transformações observadas na Antártica mostram que os efeitos da crise climática já estão remodelando ecossistemas inteiros — inclusive nos ambientes mais extremos e remotos do planeta.


Redação The Green Amazon News

 
 
 

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