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Brasil vende direitos de blocos de petróleo perto da foz do rio Amazonas 17/06/2025

  • Foto do escritor: Ana Cunha-Busch
    Ana Cunha-Busch
  • 16 de jun. de 2025
  • 3 min de leitura
A executiva da ExxonMobil Camila Borges faz sua oferta para explorar a bacia amazônica durante um leilão de blocos de petróleo da Agência Nacional do Petróleo e Gás (ANP) no Rio de Janeiro, em 17 de junho de 2025 (Mauro PIMENTEL)Mauro PIMENTEL/AFP/AFP.
A executiva da ExxonMobil Camila Borges faz sua oferta para explorar a bacia amazônica durante um leilão de blocos de petróleo da Agência Nacional do Petróleo e Gás (ANP) no Rio de Janeiro, em 17 de junho de 2025 (Mauro PIMENTEL)Mauro PIMENTEL/AFP/AFP.

Por AFP - Agence France Presse


Brasil vende direitos de blocos de petróleo perto da foz do rio Amazonas

Louis GENOT


O Brasil vendeu os direitos de extração de 19 blocos de petróleo e gás perto da foz do rio Amazonas na terça-feira, em um leilão criticado por ambientalistas meses antes de o país sediar uma cúpula climática da ONU.


Dois consórcios - um composto pela estatal brasileira Petrobras e pela gigante americana ExxonMobil, e o outro pela multinacional americana Chevron e pela chinesa CNPC - gastaram US$ 153 milhões em concessões de exploração e produção para 19 blocos em oferta em uma área considerada vulnerável a danos ambientais.


Esses blocos estão entre os 172 blocos, a maioria deles em alto-mar, que foram leiloados na terça-feira, enquanto dezenas de manifestantes se reuniam do lado de fora do local com uma faixa onde se lia: “Parem os leilões do dia do juízo final”.


Os grupos verdes expressaram preocupação especial com 47 blocos no Atlântico, em uma área próxima à foz do rio Amazonas, que atravessa a maior floresta tropical capturadora de carbono do mundo.


Os primeiros 19 blocos para os quais foram vendidos direitos faziam parte desses 47 blocos.


No total, 34 blocos encontraram compradores no leilão, gerando cerca de US$ 180 milhões para o estado.


Estão planejados investimentos de mais de US$260 milhões para a exploração.


- ‘Não se pode ignorar’

O Brasil, que já é o maior produtor de petróleo e gás da América Latina, está buscando aumentar a produção de 4,68 milhões para 5,3 milhões de barris por dia até 2030.


Ao mesmo tempo, o país se comprometeu a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa que aquecem o planeta para 1,2 bilhão de toneladas de CO2 equivalente (CO2e).


Até 2050, o país pretende alcançar a neutralidade - o que significa que as emissões não excedem a quantidade capturada pelas florestas, por exemplo.


O instituto de pesquisa ClimaInfo, do Brasil, estimou que os 172 blocos colocados em leilão emitiriam cerca de 11,1 bilhões de toneladas de CO2e.


O presidente esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva, buscando se posicionar como um líder na luta contra as mudanças climáticas, apoiou o leilão que fará com que os licitantes vencedores paguem royalties sobre qualquer petróleo e gás natural que venham a extrair.


“Se essa riqueza existe, não podemos ignorá-la, pois ela nos ajudará a fazer a transição energética e a garantir fundos para preservar nossas florestas”, declarou Lula em fevereiro.


"Temos que agir com responsabilidade. Não quero que a exploração de petróleo cause nenhum dano ao meio ambiente", acrescentou.


Antes de iniciar a exploração, as empresas precisam obter uma licença de perfuração do órgão de fiscalização ambiental Ibama - um processo que pode levar anos.


O Climate Action Tracker, que mede as ações dos governos, disse que o Brasil “não está no caminho certo” para cumprir suas metas de emissões e precisa “atingir o pico e diminuir rapidamente as emissões” para que o mundo consiga limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius (2,7 Fahrenheit).


O leilão foi realizado apesar de o Ministério Público Federal do Brasil, um órgão independente de monitoramento de direitos criado de acordo com a Constituição brasileira, ter solicitado a suspensão do leilão até que sejam realizados “estudos adequados” sobre o impacto potencial da exploração.


“O Brasil está perdendo uma oportunidade de ser líder em descarbonização e proteção ambiental”, disse Suely Araujo, ex-presidente do Ibama e coordenadora da ONG Observatório do Clima, antes do leilão de terça-feira.


E a filial brasileira do WWF disse que o país “já tem reservas de petróleo suficientes para atender à sua demanda interna”, enquanto faz a transição gradual para uma matriz energética mais verde.


“A crise climática exige decisões ousadas e políticas públicas focadas no futuro, não no passado”, acrescentou.


O Brasil sediará a conferência climática da ONU chamada COP30 em novembro na cidade amazônica de Belém.


lg/tmo/mlr/dw


 
 
 

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