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Dezenas de agricultores zambianos processam por vazamento de resíduos tóxicos em mineração. 25/09/2025

  • Foto do escritor: Ana Cunha-Busch
    Ana Cunha-Busch
  • 24 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
O vazamento causou poluição perigosa, dizem moradores locais [Chongo Sampa/News Diggers]
O vazamento causou poluição perigosa, dizem moradores locais [Chongo Sampa/News Diggers]

Por AFP - Agence France Presse


Dezenas de agricultores zambianos processam por vazamento de resíduos tóxicos em mineração


Mais agricultores zambianos entraram com uma nova ação judicial contra uma mineradora chinesa por um vazamento de resíduos tóxicos, após um caso semelhante no início deste mês, segundo documentos judiciais vistos pela AFP na quinta-feira.


O vazamento ocorreu em fevereiro, quando uma instalação de armazenamento de resíduos se rompeu perto da cidade de Kitwe, no coração do cinturão de cobre da Zâmbia, liberando milhões de litros de resíduos ácidos de mineração no meio ambiente.


Cerca de 50 agricultores, apoiados por três organizações não governamentais, entraram com a ação em um tribunal zambiano na terça-feira contra a empresa estatal chinesa Sino-Metals Leach (SML).


Eles pedem US$ 220 milhões em indenização para cobrir impactos ambientais e de saúde, bem como custos de realocação, segundo os documentos judiciais.


Segundo os requerentes, citando "resultados de estudos independentes", mais de dois milhões de metros quadrados de terra estavam visivelmente contaminados, com uma profundidade média de resíduos de 0,3 metros (1 pé).


Eles também acusam a empresa de anexar cláusulas de isenção de responsabilidade aos seus acordos de indenização, o que, segundo eles, impede efetivamente os moradores afetados — a maioria analfabeta — de buscarem novos recursos legais.


O novo caso segue outro, movido por quase 200 pessoas afetadas pelo vazamento, que exigem US$ 80 bilhões da SML.


Eles afirmaram que a exposição à população causou uma série de problemas de saúde, incluindo dores abdominais e irritações na pele, problemas respiratórios, vômitos e sangue na urina.


A holding da SML, China Nonferrous Mining (CNMC), rejeitou as alegações na semana passada e classificou o processo como "claramente infundado".


"A SML cumpriu integralmente suas obrigações de restauração e remediação, de acordo com as diretrizes governamentais, e concluiu a indenização aos agricultores individuais, conforme o relatório de indenização por danos emitido pelo governo zambiano", afirmou a empresa em um comunicado.


Segundo a SML, cerca de 50 milhões de litros de resíduos foram derramados no local do incidente, mas uma empresa de controle de poluição afirmou que a quantidade era cerca de 20 vezes maior.


A empresa, Drizit, havia sido contratada por meio de licitação governamental para avaliar os danos e limpar o meio ambiente, mas seu contrato foi firmado com a Sino-Metals Leach. O contrato foi rescindido um dia antes do prazo final para a entrega do relatório final.


str-clv/ho/giv

 
 
 

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