Ex-proprietário da maior fazenda de rinocerontes do mundo preso por tráfico. 19/08/2025
- Ana Cunha-Busch
- 18 de ago. de 2025
- 2 min de leitura

Por AFP - Agence France Presse
Ex-proprietário da maior fazenda de rinocerontes do mundo preso por tráfico
A polícia sul-africana informou ter prendido na terça-feira o ex-proprietário da maior fazenda de conservação de rinocerontes do mundo, acusado de contrabandear chifres de animais ameaçados de extinção.
John Hume foi preso com outras cinco pessoas após uma "investigação complexa sobre tráfico transnacional de chifres de rinoceronte" iniciada em 2017, informou a unidade especializada Hawks da polícia.
O comércio de chifres de rinoceronte é legal na África do Sul entre cidadãos, porém as leis locais não permitem sua exportação devido a uma proibição internacional.
Hume, na casa dos 80 anos, foi dono da maior fazenda de rinocerontes do mundo até 2023, quando foi comprada pela ONG African Parks.
O sítio "Platinum Rhino", de 7.800 hectares (19.270 acres), na província de North West, abriga cerca de 2.000 animais, 15% da população selvagem remanescente de rinocerontes-brancos-do-sul no mundo.
Os investigadores disseram ter descoberto alegações de fraude envolvendo funcionários do governo que emitiram licenças para a venda local de cerca de 964 chifres de rinoceronte, mas que foram enviados para mercados ilegais no Sudeste Asiático.
Hume e os outros cinco compareceram a um tribunal de magistrados na capital, Pretória, e receberam fiança, disse o porta-voz dos Hawks, Christopher Singo, à AFP.
Hume, nascido no Zimbábue, gerou polêmica em 2017 ao organizar um leilão online de três dias de chifres que ele havia acumulado serrando-os para evitar que fossem mortos por caçadores ilegais, embora a venda tenha atraído menos compradores do que o previsto.
Antes abundantes na África Subsaariana, os números de rinocerontes caíram drasticamente devido à caça pelos colonizadores europeus e à caça ilegal em larga escala, sendo seus chifres muito procurados no mercado negro, especialmente na Ásia, onde o preço por peso rivaliza com o do ouro e da cocaína.
Assim como o marfim, os chifres são cobiçados como símbolos de status ou usados na medicina tradicional por suas supostas propriedades afrodisíacas.
ho/br/giv





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