Greenpeace critica a Coca-Cola por produzir bilhões de garrafas plásticas 06/06/2025
- Ana Cunha-Busch
- 5 de jun. de 2025
- 2 min de leitura

Por AFP - Agence France Presse
Greenpeace critica a Coca-Cola por produzir bilhões de garrafas plásticas
A Coca-Cola produz 120 bilhões de garrafas plásticas descartáveis por ano, disse o Greenpeace África em um protesto na África do Sul na quinta-feira, pedindo que a fabricante de refrigerantes use embalagens de vidro e lata para reduzir a poluição plástica.
Os ativistas ergueram uma tampa de garrafa gigante do lado de fora do escritório da empresa em Joanesburgo, com o slogan “Cap it Coke”, em uma manifestação realizada no Dia Mundial do Meio Ambiente.
A Coca-Cola tem sido o maior poluidor de plástico do mundo por seis anos consecutivos, afirmou o grupo de ativistas ambientais.
"A Coca-Cola produz 120 bilhões de plásticos descartáveis todos os anos. E a maior parte deles acaba no meio ambiente e no ecossistema marinho", disse à AFP Hellen Kahaso Dena, representante do Greenpeace.
“Por isso, hoje estamos do lado de fora do escritório dizendo a eles que reduzam a produção de plástico, invistam em recarga e reutilização e garantam que estejam investindo em outras formas sustentáveis de embalagem, como vidro e latas”, disse ela.
As alegações da empresa de que está promovendo a reciclagem de plásticos equivalem a “lavagem verde”, afirmou ela. "Sabemos que apenas cerca de 9% são reciclados. A maior parte do plástico vai acabar no meio ambiente", disse Dena.
O grupo também pediu que a Coca-Cola apoiasse a iniciativa de um Tratado Global do Plástico que priorizasse um limite para a produção de plástico.
As negociações entre delegados de quase 200 nações para o primeiro acordo mundial sobre a redução da poluição por plásticos terminaram sem acordo na Coreia do Sul no ano passado, após a oposição de um bloco de países produtores de petróleo.
Uma nova rodada deverá ser realizada em Genebra em agosto.
Desde o fracasso das conversações, a Coca-Cola reduziu seus compromissos ambientais, descartando efetivamente a promessa de atingir 25% de embalagens reutilizáveis até 2030 e adiando datas e quantidades para as metas de reciclagem.
Mais de 99% dos plásticos derivam de combustíveis fósseis, vinculando diretamente a produção de plástico à crise climática, disse o Greenpeace.
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