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Krenak critica investimento em exploração de petróleo - BRASIL 13/03/2025

  • Foto do escritor: Ana Cunha-Busch
    Ana Cunha-Busch
  • 12 de mar. de 2025
  • 3 min de leitura

Foto 1 de Krenak por  © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Foto 1 de Krenak por © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Publicado por Agência Brasil


Krenak critica investimento em exploração de petróleo


Letycia Bond - Repórter da Agência Brasil

Publicado em 12/03/2025 - 16:33



Autorização para a Petrobras está sendo analisada pelo Ibama


Na terça-feira (11), o pensador e líder indígena Ailton Krenak classificou como “inconcebível” continuar investindo em petróleo. O comentário foi feito durante um encontro promovido pela associação cultural Sempre Um Papo, que teve como tema Clima, Raça e Poder: A Dimensão Racial da Crise Ambiental e foi realizado no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, na capital paulista.

“É escandaloso que alguém pense em perfurar mais um poço de petróleo”, disse o imortal da Academia Brasileira de Letras.”


O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) está reavaliando a autorização para a Petrobras explorar petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, a parte mais ocidental da Margem Equatorial. O órgão emitiu um parecer contrário a essa atividade em maio de 2023. No jargão da indústria petrolífera, explorar significa verificar se há petróleo e gás em condições economicamente viáveis para serem extraídos e comercializados.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende a decisão do Ibama de conceder a autorização à Petrobras. Em entrevista à Rádio Diário FM, de Macapá (AP), em 12 de fevereiro, Lula chegou a dizer que o órgão “parecia estar contra o governo” e afirmou que todos os ritos necessários para que não haja danos à natureza serão cumpridos.


“Não podemos saber que existe uma riqueza embaixo de nós e não explorá-la, porque é dessa riqueza que teremos dinheiro para construir a famosa e tão sonhada transição energética”, disse Lula.


Em defesa dos técnicos do instituto, a Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente (Ascema Nacional) disse em nota pública que o “processo de licenciamento ambiental é conduzido de forma rigorosa, transparente e responsável, levando em conta a proteção da biodiversidade e o bem-estar das populações que dependem diretamente dos ecossistemas afetados, mas também o desenvolvimento econômico do país”.


“Entendemos que há interesses por parte do governo em acelerar a análise, mas há um limite para o que o Ibama pode fazer diante do sucateamento da gestão socioambiental que a Ascema Nacional vem denunciando há tempos”, acrescentou.




Centro de Reabilitação e Despetrolização de Fauna mantido pela Petrobras em Belém para exploração na Margem Equatorial. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Foto 2: Centro de Reabilitação e Despetrolização de Fauna mantido pela Petrobras em Belém para exploração na Margem Equatorial. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras, por sua vez, afirma já ter cumprido todas as exigências do processo de licenciamento com os documentos apresentados ao Ibama em novembro passado. Entre as principais medidas tomadas está a construção de um segundo Centro de Reabilitação e Despetrolização de Fauna (CRD) em Oiapoque (AP), que deve ser concluído este mês. O primeiro já está em operação em Belém (PA).


A estatal possui 16 poços na Margem Equatorial, mas só tem autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para perfurar dois deles, no litoral do Rio Grande do Norte. A petrolífera argumenta que, sem a produção de petróleo na margem equatorial, o Brasil pode ter que voltar a importar petróleo dentro de dez anos.


A Bacia da Foz do Amazonas ocupa uma faixa de território marítimo que se estende desde a fronteira entre o Amapá e a Guiana Francesa até o ponto em que a Baía de Marajó divide o arquipélago da costa do Pará. A região abriga o bloco de exploração de petróleo e gás natural FZA-M-59.


O bloco faz parte da chamada Margem Equatorial, que inclui cinco bacias sedimentares: Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar, bem como a foz do Amazonas. A Petrobras tem 16 poços na nova fronteira exploratória, mas só tem autorização do Ibama para perfurar dois deles, no litoral do Rio Grande do Norte.




Foto 3: A Margem Equatorial se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá - Arte Petrobras/Divulgação
Foto 3: A Margem Equatorial se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá - Arte Petrobras/Divulgação




 
 
 

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