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Líderes indígenas encerram viagem mundial com oração pela natureza 25/03/2025

  • Foto do escritor: Ana Cunha-Busch
    Ana Cunha-Busch
  • 24 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura

Líderes indígenas encerram viagem mundial com oração pela natureza / Foto: © AFP
Líderes indígenas encerram viagem mundial com oração pela natureza / Foto: © AFP

Por AFP - Agence France Presse


Líderes indígenas encerram viagem mundial com oração pela natureza


Os líderes de 22 povos indígenas de cinco continentes fizeram orações pela natureza no Chile, no domingo, ao final de uma peregrinação de 46 dias ao redor do mundo.


Os “sábios indígenas” realizaram uma cerimônia ancestral do povo Anasazi, que viveu no Chaco Canyon antes da colonização europeia no que viria a ser o estado americano do Novo México.


Foi um ritual que, pela primeira vez, reuniu povos de todo o planeta - viajando juntos em uma jornada que começou na Itália e passou pela Índia, Austrália e Zimbábue antes de terminar no Chile.


Durante a cerimônia de encerramento, representantes de povos como os Khalkha da Mongólia, os Noke Koi do Brasil e os Kallawaya da Bolívia cantaram, dançaram e rezaram ao ritmo de tambores, em torno de um altar onde acenderam um fogo sagrado.


“As penas representam os continentes, e hoje, pela primeira vez, temos os cinco continentes”, disse Heriberto Villasenor, diretor da Raices de la Tierra, uma ONG dedicada à preservação das culturas indígenas.


No final do evento, os líderes se abraçaram e compartilharam uma mensagem, pedindo mais cuidado com o meio ambiente.


“Somos parte da natureza. Não estamos separados dela. Estamos em um momento crítico em que houve tanta destruição, grande parte dela causada por mãos humanas”, disse à AFP Rutendo Ngara, 49 anos, representante do grupo sul-africano Oba Umbuntu.


Os líderes também compartilharam suas preocupações sobre o que está acontecendo em suas regiões de origem.


“Infelizmente, estão tentando extrair urânio na Mongólia. É um elemento importante que deve permanecer no subsolo”, disse Tsegi Batmunkh.


Em janeiro de 2025, o grupo nuclear francês Orano assinou um acordo com a Mongólia para explorar um grande depósito de urânio no sudoeste do país.


O líder do povo Noke Koi do Brasil, Yama Nomanawa, pediu o fim da “destruição da Terra” - especialmente na bacia amazônica.


De acordo com um estudo de 2024 publicado na revista Nature, os cientistas estimaram que entre 10% e 47% da região amazônica estará exposta à perda de florestas até 2050, o que poderia levar a uma mudança generalizada do ecossistema.


“A Terra está gritando muito alto, mas ninguém está ouvindo. A selva está gritando; ela não está sendo respeitada pelos seres humanos. Vamos proteger a vida, salvar a vida aqui no planeta”, disse o líder indígena brasileiro de 37 anos.


axl/ps/dc/aha


 
 
 

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