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'Maiores, mais quentes, mais rápidos': incêndios extremos impulsionam aumento nas emissões de CO2. 16/10/2025

  • Foto do escritor: Ana Cunha-Busch
    Ana Cunha-Busch
  • 15 de out. de 2025
  • 3 min de leitura
Incêndios florestais alimentados pelas mudanças climáticas provocaram um aumento nas emissões globais de gases de efeito estufa (DIVULGAÇÃO)  (DIVULGAÇÃO/Governo de Manitoba/AFP)
Incêndios florestais alimentados pelas mudanças climáticas provocaram um aumento nas emissões globais de gases de efeito estufa (DIVULGAÇÃO)(DIVULGAÇÃO/Governo de Manitoba/AFP)

Por AFP - Agence France Presse


'Maiores, mais quentes, mais rápidos': incêndios extremos impulsionam aumento nas emissões de CO2


Incêndios florestais desenfreados nas Américas provocaram um aumento nas emissões globais de gases de efeito estufa provenientes de incêndios no ano até fevereiro, revelou uma nova pesquisa na quinta-feira, alertando que as mudanças climáticas estão alimentando as chamas.


Incêndios que devastaram vastas áreas da floresta boreal do Canadá e varreram as florestas secas e áreas úmidas vulneráveis da América do Sul elevaram as emissões globais de CO2 dos incêndios em 10% acima da média dos últimos 20 anos, segundo o relatório "Estado dos Incêndios Florestais".


Isso, apesar de um total de áreas queimadas abaixo da média em todo o mundo, afirmou a equipe internacional de pesquisadores.


O relatório constatou que o calor, a seca e as atividades humanas contribuíram para intensificar os incêndios em florestas e ecossistemas particularmente ricos em carbono.


"É a escala e a frequência desses eventos extremos que considero mais impressionantes", disse o coautor Matthew Jones, da Universidade de East Anglia, no leste da Inglaterra.


Ele disse que o monitoramento por satélite mostrou que os incêndios estão se tornando mais intensos em todo o mundo, expandindo-se em ecossistemas importantes e queimando mais material do que no passado.


"Durante esses anos de incêndios florestais extremos, vemos mais incêndios, incêndios maiores, incêndios mais quentes e incêndios mais rápidos, e todas essas propriedades se agregam em extensão extrema e impactos destrutivos sobre as pessoas e a natureza", disse Jones à AFP.


A mudança climática é um fator-chave, ajudando a criar as condições ideais de calor e seca para a propagação e queima do fogo.


O relatório, que analisou incêndios florestais extremos de março de 2024 a fevereiro de 2025, descobriu que incêndios devastadores em Los Angeles e partes da América do Sul eram de duas a três vezes mais prováveis devido às mudanças climáticas.


O aquecimento também tornou a área queimada durante esses eventos de 25 a 35 vezes maior, disseram os autores.


As temperaturas globais em 2024 foram as mais altas já registradas, ultrapassando 1,5°C em relação ao período pré-industrial pela primeira vez.


As chamas consumiram milhões de hectares de florestas e terras agrícolas no ano passado no Canadá, no oeste dos Estados Unidos e na Amazônia, bem como no Pantanal, a maior área úmida tropical do mundo, compartilhada por Brasil, Bolívia e Paraguai.


Em todo o mundo, os autores afirmaram que incêndios florestais mataram 100 pessoas no Nepal, 34 na África do Sul e 31 em Los Angeles durante o período do relatório, com fumaça se espalhando pelos continentes e causando níveis perigosos de poluição do ar longe do calor das chamas.


Globalmente, o relatório afirma que os incêndios emitiram mais de oito bilhões de toneladas de CO2 no período de 2024-2025 — cerca de 10% acima da média desde 2003.


O relatório foi divulgado após a Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertar, na quarta-feira, que o aumento na quantidade de dióxido de carbono na atmosfera no ano passado foi o maior já registrado.


A OMM expressou "preocupação significativa" com a incapacidade da terra e dos oceanos de absorver CO2, deixando o gás de efeito estufa na atmosfera.


Alertou que o planeta pode estar testemunhando o chamado "ciclo vicioso" de retroalimentação climática — em que o aumento das emissões de gases de efeito estufa alimenta o aumento das temperaturas, o que contribui para o surgimento de incêndios florestais que liberam mais CO2, enquanto oceanos mais quentes não conseguem absorver tanto CO2 do ar.


klm/np/phz

 
 
 

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