O desmatamento de fevereiro na Amazônia brasileira é o menor em anos 14/03/2025
- Ana Cunha-Busch
- 13 de mar. de 2025
- 2 min de leitura

Por AFP - Agence France Presse
O desmatamento de fevereiro na Amazônia brasileira é o menor em anos
De acordo com dados de satélite divulgados na quarta-feira, o desmatamento na Amazônia brasileira registrou o nível mais baixo em nove anos em fevereiro, anunciando boas notícias para a maior floresta tropical do mundo, que sediará as negociações climáticas da ONU este ano.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) disse que rastreou o desmatamento em 80,95 quilômetros quadrados - o menor para um mês de fevereiro desde que o sistema foi lançado em 2016.
O número foi 64% menor do que em fevereiro de 2024.
Os dados mostraram que a derrubada de árvores em fevereiro também caiu em um quarto no Cerrado brasileiro, a savana mais rica em espécies do mundo, embora o número tenha permanecido alto, com 494 quilômetros quadrados perdidos.
A destruição das florestas do mundo, que desempenham um papel fundamental na absorção do dióxido de carbono que aquece o planeta, contribui para o aquecimento global.
No último século, a floresta amazônica - que cobre quase 40% da América do Sul - perdeu cerca de 20% de sua área devido ao desmatamento para agricultura, exploração madeireira, mineração e expansão urbana.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, anfitrião da conferência climática COP30 da ONU, a ser realizada em novembro na cidade amazônica de Belém, comprometeu-se a erradicar o desmatamento ilegal até 2030.
O desmatamento já foi reduzido significativamente desde que Lula voltou ao poder em 2023, depois de ter aumentado durante o governo de seu antecessor de extrema direita, Jair Bolsonaro.
De acordo com os números do INPE, o desmatamento caiu pela metade em 2023.
Os dados mais recentes não levam em conta a perda de florestas devido a incêndios, com 30,8 milhões de hectares perdidos no Brasil no ano passado - uma área maior do que a Itália.
A perda foi 79% maior do que em 2023, de acordo com a plataforma de monitoramento MapBiomas, e a pior desde 2019.
De acordo com dados do INPE, mais de 140 mil focos de incêndio foram registrados na Amazônia brasileira em 2024 - um número não visto em 17 anos e um aumento de 42% em relação a 2023.
O Brasil passou por uma seca histórica no ano passado, que os especialistas associaram às mudanças climáticas e ao fenômeno de aquecimento El Nino.
A terra ressecada forneceu combustível para incêndios causados principalmente por atividades humanas, de acordo com as autoridades.
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