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ONU alerta para colapso global de água doce e pede nova definição de escassez. 20/01/2026

  • Foto do escritor: Ana Cunha-Busch
    Ana Cunha-Busch
  • 19 de jan.
  • 2 min de leitura
Foto: Unsplash por Simon Hurry
Foto: Unsplash por Simon Hurry

ONU alerta para colapso global de água doce e pede nova definição de escassez


Relatório afirma que rios, lagos e aquíferos estão sendo esgotados mais rapidamente do que a natureza consegue repô-los, levando o planeta a um cenário irreversível.


O mundo está entrando em uma nova e perigosa fase da crise global da água. De acordo com um relatório divulgado por um instituto de pesquisa das Nações Unidas, décadas de uso excessivo, poluição, degradação ambiental e pressão climática levaram muitos sistemas de água doce além do ponto em que a recuperação natural ainda é possível.


Nesse contexto, pesquisadores argumentam que termos como “estresse hídrico” ou “crise hídrica” não capturam mais a gravidade da realidade atual. O relatório propõe o conceito de “falência hídrica”, definida como uma condição na qual o uso de água a longo prazo excede consistentemente o reabastecimento natural, causando danos profundos e duradouros aos ecossistemas.


Sinais desse colapso são visíveis em todo o mundo. Grandes lagos estão diminuindo, rios importantes não chegam ao mar em algumas partes do ano e áreas úmidas estão desaparecendo em ritmo alarmante. Nas últimas cinco décadas, estima-se que 410 milhões de hectares de zonas úmidas — uma área quase do tamanho da União Europeia — foram perdidos em todo o mundo.


O esgotamento das águas subterrâneas é outro sinal de alerta importante. Cerca de 70% dos aquíferos mais importantes do mundo, usados para água potável e irrigação, apresentam declínios a longo prazo. Nas áreas urbanas, essa realidade se manifesta cada vez mais como crises do “dia zero”, quando a demanda por água excede a oferta disponível.


As mudanças climáticas estão intensificando ainda mais o problema. Desde 1970, mais de 30% da massa glacial do mundo foi perdida, ameaçando o abastecimento sazonal de água de degelo do qual dependem centenas de milhões de pessoas, principalmente em regiões agrícolas e montanhosas.


Embora os impactos sejam globais, os autores enfatizam que nem todos os países estão atualmente em situação de falência hídrica. Ainda assim, o alerta é claro: tratar a escassez de água como um desafio temporário pode resultar em danos irreversíveis. Os governos, argumenta o relatório, devem reconhecer a dimensão do problema e repensar urgentemente a governança da água.


Em vez de apresentar um inventário exaustivo dos problemas relacionados à água, o relatório busca reformular a maneira como a crise é compreendida. A definição proposta de “falência hídrica” será formalmente apresentada em um artigo científico revisado por pares, com o objetivo de remodelar tanto o debate político quanto o acadêmico.


Este texto foi compilado utilizando dados públicos, relatórios científicos e informações de instituições meteorológicas.


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Equipe Editorial do The Green Amazon News

 
 
 

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