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Queda recorde no desmatamento no Brasil em 2024: relatório 15/05/2025

  • Foto do escritor: Ana Cunha-Busch
    Ana Cunha-Busch
  • 14 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura

Vista aérea de uma área da floresta amazônica desmatada por incêndios ilegais no município de Lábrea, no estado do Amazonas, Brasil, em 20 de agosto de 2024. © Evaristo Sa, AFP
Vista aérea de uma área da floresta amazônica desmatada por incêndios ilegais no município de Lábrea, no estado do Amazonas, Brasil, em 20 de agosto de 2024. © Evaristo Sa, AFP

Por AFP - Agence France Presse


Queda recorde no desmatamento no Brasil em 2024: relatório


O desmatamento diminuiu em todos os biomas naturais do Brasil pela primeira vez em seis anos em 2024, de acordo com um relatório divulgado meses antes do país sediar uma importante conferência climática da ONU.


A área total desmatada no maior país da América do Sul foi 32,4% menor do que em 2023, cerca de 1,24 milhão de hectares, informou o relatório da agência de monitoramento MapBiomas na quinta-feira.


Foi o segundo ano consecutivo de redução do desmatamento, com 2023 também registrando uma queda de 11% em relação ao ano anterior.


O presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva prometeu erradicar o desmatamento ilegal até 2030 e quer tornar o Brasil líder na luta contra o aquecimento global — na qual as florestas que absorvem carbono desempenham um papel fundamental.


No entanto, apesar dos avanços, o Brasil ainda perdeu cerca de 3.403 hectares de vegetação nativa — mais de 8.000 campos de futebol — por dia em 2024.


O Brasil abriga seis biomas, cada um com seu próprio clima, vegetação e vida animal: a Amazônia, a Mata Atlântica, o Cerrado, a Caatinga, o Pantanal e a Pampa.


Na Amazônia, a maior floresta tropical do planeta, a exploração madeireira destruiu uma média de 1.035 hectares por dia, ou “cerca de sete árvores por segundo”, segundo o relatório, principalmente para abrir terras para a agricultura.


O Cerrado, uma savana tropical rica em biodiversidade, foi o bioma mais afetado pelo desmatamento pelo segundo ano consecutivo, perdendo 652.197 hectares — uma área semelhante ao tamanho da megacidade de São Paulo.


Dois terços das terras indígenas não registraram desmatamento em 2024, disse o relatório.


O desmatamento é a destruição intencional da vegetação e não inclui incêndios florestais, que atingiram níveis recordes no Brasil no ano passado, alimentados pelo calor extremo e pela seca agravada pelas mudanças climáticas.


A COP30, a próxima rodada de negociações climáticas da ONU, está prevista para acontecer na cidade amazônica de Belém, em novembro.


ll/app/mlr/des

 
 
 

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