Suíça registrou aumento de incidentes racistas e xenófobos em 2024 27/04/2025
- Ana Cunha-Busch
- 26 de abr. de 2025
- 2 min de leitura

Por AFP - Agência France Presse
Suíça registrou aumento de incidentes racistas e xenófobos em 2024
A Suíça registrou um aumento acentuado de incidentes racistas e xenófobos em 2024, com o maior aumento observado em ataques a muçulmanos e árabes, segundo estatísticas oficiais divulgadas no domingo.
No ano passado, foram registrados 1.211 incidentes de discurso de ódio, agressões físicas, ameaças e outros comportamentos discriminatórios focados em aspectos como raça e religião, o que representa um aumento de quase 40% em relação ao ano anterior, de acordo com a Comissão Federal contra o Racismo (EKR) da Suíça.
Esses incidentes vêm aumentando há vários anos no rico país alpino, que tem quase nove milhões de habitantes, dos quais cerca de 40% são descendentes de imigrantes.
Mas o aumento do ano passado foi “particularmente significativo”, afirmou a EKR em um comunicado conjunto com a ONG suíça Human Rights.
Eles destacaram uma série de fatores que impulsionaram o aumento, incluindo crescentes tensões geopolíticas e uma maior polarização no discurso público, bem como uma crescente disposição para denunciar os casos.
Os incidentes mais frequentemente relatados envolveram discriminação xenófoba e contra negros, que juntos representaram 65% de todos os casos.
O tipo de discriminação que mais aumentou a partir de 2023 foi contra muçulmanos e árabes, com mais de 350 casos no total, segundo o relatório.
Quase 80 casos de ataques contra asiáticos também foram relatados, e 66 casos de antissemitismo, afirmou.
A maioria dos incidentes envolveu agressões verbais, mas também foram relatados cerca de 100 casos de violência física por motivos raciais.
Os incidentes classificados como discurso de ódio apresentaram o maior aumento no ano passado, com 149 denúncias.
Além disso, foram registrados mais de 400 casos de comentários depreciativos, quase 300 casos de insultos e mais de 100 casos de ameaças.
O relatório mostrou que quase um quinto de todos os casos registrados ocorreram em ambientes educacionais, principalmente em escolas de ensino fundamental e médio.
nl/gil





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