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Vírus letal atinge as últimas araras-azuis raras na natureza no Brasil. 29/11/2025

  • Foto do escritor: Ana Cunha-Busch
    Ana Cunha-Busch
  • há 22 horas
  • 2 min de leitura
Araras-azuis-de-lear vivem principalmente em cativeiro, com 27 delas abrigadas no zoológico de São Paulo (NELSON ALMEIDA)
Araras-azuis-de-lear vivem principalmente em cativeiro, com 27 delas abrigadas no zoológico de São Paulo (NELSON ALMEIDA)

Por AFP - Agence France Presse


Vírus letal atinge as últimas araras-azuis raras na natureza no Brasil


Os únicos exemplares selvagens de uma rara ave azul, que haviam sido recentemente devolvidos ao seu habitat natural, foram diagnosticados com um vírus incurável e provavelmente letal, informou o governo brasileiro à AFP nesta quinta-feira.


A doença representa um duro golpe para um programa que busca reintroduzir a arara-azul-de-lear — que apareceu no filme de animação "Rio", de 2011 — ao seu habitat natural semiárido no nordeste do Brasil, 25 anos após sua extinção na natureza.


O ICMBio, órgão de conservação do Brasil, informou à AFP que, desde a chegada do primeiro grupo de araras-azuis-de-lear da Alemanha em 2020, cerca de 20 foram libertadas, das quais apenas 11 sobreviveram.


Todos os sobreviventes testaram positivo para circovírus, doença que causa necrose do bico e das penas em papagaios, mas não representa perigo para humanos.


"A doença não tem cura e mata a ave na maioria dos casos", afirmou o ICMBio em comunicado.


Outras 21 aves, de um total de cerca de 90 ainda em cativeiro em um centro de reprodução no estado da Bahia, também testaram positivo.


O filme "Rio" conta a história de uma arara-azul-de-lear criada em cativeiro nos Estados Unidos e que retorna ao Brasil para tentar salvar sua espécie.


Os esforços reais para salvar a arara são mais dignos de um drama de grande impacto, marcado por conflitos institucionais, preocupações com criadores inescrupulosos e vendas para colecionadores particulares.


O centro de reprodução BlueSky é parceiro da Associação Alemã para a Conservação de Papagaios Ameaçados (ACTP), que detém 75% das araras-azuis-de-lear registradas no mundo, segundo o ICMBio.


O Brasil encerrou sua parceria com a ATCP em 2024, depois que a organização alemã vendeu 26 aves para um zoológico particular na Índia sem o seu consentimento.


O Brasil tem reiteradamente levantado preocupações em reuniões da CITES, a organização reguladora global do comércio de vida selvagem, sobre brechas que permitem a venda de araras-azuis criadas em cativeiro e alimentam a demanda por essa espécie frágil.


Além da perda de habitat, a demanda de colecionadores particulares levou à extinção da ave na natureza.


O ICMBio multou o centro de reprodução BlueSky em 1,8 milhão de reais (US$ 336 mil) por não implementar protocolos de biossegurança para conter a disseminação do vírus.


O Brasil tem levantado repetidamente preocupações em reuniões da CITES sobre brechas na legislação que permitem a venda de araras-azuis criadas em cativeiro e alimentam a demanda por essa espécie frágil. Inspetores encontraram comedouros de pássaros "extremamente sujos", incrustados de fezes, enquanto funcionários manuseavam as aves usando chinelos, bermudas e camisetas.


O centro de reprodução resistiu veementemente aos esforços para recapturar as araras-azuis-de-lear selvagens, uma ordem judicial emitida em outubro.


Em seu site, o centro afirmou esta semana que os papagaios da América do Sul são "mais resistentes" ao circovírus do que os de outras partes do mundo.


Vários já se recuperaram e testaram negativo, segundo o centro.


A BlueSky informou que intensificou as medidas sanitárias, isolou as aves saudáveis ​​e construiu barreiras para evitar o contato entre aves selvagens e em cativeiro.


"Nenhuma ave morreu, todas têm excelente capacidade de voo e estão se alimentando bem."


fb/des

 
 
 

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