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Wopke Hoekstra, conduzindo a Política Climática da UE, enquanto o Bloco pisa no freio. 19/09/2025

  • Foto do escritor: Ana Cunha-Busch
    Ana Cunha-Busch
  • 18 de set. de 2025
  • 3 min de leitura
“Estamos realmente progredindo no combate às mudanças climáticas e na implementação de medidas aqui, mas a Europa sozinha não pode salvar o dia”, disse Wopke Hoekstra. | Sean Gallup/Getty Images
Estamos realmente progredindo no combate às mudanças climáticas e na implementação de medidas aqui, mas a Europa sozinha não pode salvar o dia”, disse Wopke Hoekstra. | Sean Gallup/Getty Images

Por AFP - Agence France Presse


Wopke Hoekstra, Conduzindo a Política Climática da UE Enquanto o Bloco Pisa no Freio

Por Adrien DE CALAN


Em dois anos à frente da política climática da UE, Wopke Hoekstra conquistou a simpatia dos defensores do meio ambiente, que desconfiavam de sua trajetória corporativa. Seu desafio agora é perseguir os objetivos do bloco, enquanto os ventos se voltam contra a ação climática.


O comissário para o clima, de 49 anos, falará em nome do bloco de 27 países na conferência da ONU COP30, em novembro, no Brasil. Ainda não está claro qual será sua mensagem.


A UE prometeu se tornar neutra em carbono até 2050 e, como marco, quer uma redução de 90% nas emissões até 2040 — meta que esperava alcançar antes da COP30, como sinal de sua liderança climática entre as potências mundiais.


Mas as negociações estagnaram entre os Estados-membros divididos — com o bloco agora buscando um acordo apenas sobre uma faixa de emissões para 2035, como uma proposta para salvar a reputação nas negociações da ONU.


Em entrevista à AFP, Hoekstra minimizou o atraso.


"Todos fora da Europa sabem perfeitamente que continuamos entre os mais ambiciosos em termos de ação climática", disse ele.


"Tenho certeza de que até lá (COP30) certamente teremos uma meta ambiciosa que a Europa poderá levar ao cenário internacional", acrescentou.


Com quase dois metros de altura, o ex-ministro holandês — primeiro das Finanças, depois das Relações Exteriores — está entre os membros mais destacados de uma equipe da comissão dominada por sua chefe, Ursula von der Leyen.


Grupos ambientalistas e parlamentares de esquerda foram inicialmente hostis à sua nomeação como chefe do clima, durante o mandato de von der Leyen em 2023, considerando seus anos como consultor de negócios e uma passagem pela gigante petrolífera Shell como desqualificantes.


Hoekstra reconhece suas críticas — e aponta suas conquistas no cargo para esclarecer a situação.


"Trabalhei na Shell por cerca de três anos, até 2004", disse ele à AFP. "Não é exatamente a Idade da Pedra, mas já faz um tempo, certo?"


"Francamente, acho que demonstrei... que realmente tento mudar o rumo da ação climática", disse ele.


Nas palavras de um ex-associado da Comissão Europeia, falando sob condição de anonimato, "ele tinha 'Shell' estampado em seu rosto quando chegou."


"Mas ele se aprofundou no assunto e fez um bom trabalho", disseram.


Em sua primeira rodada de negociações climáticas da ONU, em Dubai, em 2023, a UE foi vista como tendo um papel fundamental em pressionar outros países a eliminar gradualmente os combustíveis fósseis — observadores se lembraram de Hoekstra correndo entre as reuniões para dar andamento às negociações, de terno escuro e tênis de corrida.


Vindo da centro-direita, Hoekstra ganhou experiência política navegando em difíceis negociações de coalizão em sua Holanda natal.


No parlamento da UE — que precisa aprovar as leis do bloco — ele é visto como sólido em suas políticas e interessado em "construir pontes em todo o espectro político", nas palavras de uma fonte próxima.


"Os legisladores ficaram bastante aliviados ao vê-lo retornar como comissário em 2024", disse a autoridade.


Após cinco anos promovendo uma agenda ambiental ousada, no entanto, a Comissão Europeia teve que ajustar seu curso desde que o parlamento do bloco mudou para a direita no ano passado.


Em sintonia com muitas capitais europeias, Bruxelas mudou seu foco para defesa e competitividade e passou a adiar ou reverter parte de suas próprias regulamentações verdes.


Sobre o clima, Hoekstra afirma que a ambição do bloco permanece intacta, mas que uma nova abordagem "pragmática" é necessária para manter o apoio do público.


"No passado, fomos muito unidimensionais, focando apenas em como promover as metas climáticas", disse ele à AFP.


"Precisamos garantir que façamos a ponte, que unamos os domínios do clima, dos negócios e também da autonomia estratégica."


Nas últimas semanas, Hoekstra percorreu as capitais europeias para tentar negociar um acordo sobre a meta de 2040, mas com pouco resultado até agora.


Para Neil Makaroff, do think tank Strategic Perspectives, ele poderia ter jogado melhor suas cartas apresentando a proposta da comissão para 2040 — um corte de 90% com "flexibilidades" implementadas — antes de julho.


Em particular, disse Makaroff, Hoekstra deveria ter começado a negociar muito antes com Paris — cuja relutância em se comprometer com a meta agora se mostra um obstáculo fundamental.


"Perdemos tempo", disse Makaroff. "Agora corremos o risco de acabar encurralados na reta final", com a possibilidade de chegar de mãos vazias às negociações da ONU no Brasil.


adc-ico-jug/ec/rlp

 
 
 

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